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Sant – O Que Separa os Homens dos Meninos

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Diretamente da cidade do Rio de Janeiro vem uma chuvada sonora de confissões pessoais de um MC.
Um trabalho autobiográfico, repleto de rimas que nos remetem ao universo pessoal de Sant, um dos nomes da nova geração do Rap brasileiro.

Neste trabalho, aonde se apresentam 5 músicas com moral, o microfone é a melhor arma do MC, que conjugado com uma produção impecável torna “O que Separa os Homens dos Meninos” um dos grandes lançamentos deste ano no Rap feito no Brasil.

As letras cruas e verdadeiras sobre temas como a espiritualidade, questões sociais e sobre a sua própria vida cercada pelo ambiente da zona Norte carioca são atiradas como balas de significado perfurante, acompanhadas sempre por batidas grandiosas. Para Sant, estar na contra-mão da tendência do que se é feito no Rap de hoje em dia é quase como uma consequência natural, mostrando que o seu trabalho não depende de ninguém a não ser dele mesmo, e das suas próprias ideias e visões sobre o mundo que o rodeia. “O Que Separa os Homens dos Meninos” fala sobre a comunidade, mantendo uma pureza ideológica, colocando os olhos mais além do simplesmente falar sobre a comunidade.

A acompanhar o trabalho está um mini-doc, que vem reforçar a mensagem.

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Passo Torto e Ná Ozzetti – Thiago França

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Thiago França” é a junção de Passo Torto com a cantora Ná Ozzetti, mas é também a ausência de Thiago França neste trabalho. O saxofonista da banda não entrou neste disco, e de certa forma foi homenageado com o nome do próprio disco. Já Ná Ozzeti entrou em cena para levar a bom porto um projecto em regime de parceria, acontecendo uma fusão lírica e sonora dignas de muita ovação.

Thiago França” não é samba, não é rock, não é MPB, é uma história que acontece na cabeça de cada um que ouve, captada em São Paulo pelos olhos de quem a fez, e expressa através dos estímulos. É um pressuposto de que a linguagem cinematográfica também pode ser sonora, narrada e cantada em conjunto com arranjos sonoros que nos arrastam pelas ruas e pelos apartamentos aonde a história acontece, criando a atmosfera propícia à interpretação da lírica despedaçada. A voz nos conta tudo o que acontece de forma esparsa, como se tratasse de uma edição fragmentada, um puzzle narrativo que faz sentido na cabeça de cada membro do colectivo, aonde a própria obra se expande e se torna completa com a interpretação infinita de quem a ouvir.

O timbre se funde perfeitamente com a guitarra, o baixo, o violão. A junção de tudo isso é uma obra sonora digna de ser cinema, minimalista em recursos e riquíssimo em ideias, perfeitamente coerentes. Tudo aqui é lindo de se ver e ouvir.

Para quem quiser, pode fazer o download da obra.

 


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Anti-Corpos – Contra Ataque

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Li apenas na descrição: “Anti-Corpos é uma banda lésbica feminista de hardcore.” Foi o bastante para me fazer clicar no play. Eram 11 e meia da noite, meus vizinhos sofreram.

Têm como membros Adriessa Oliveira na guitarra, Helena Krausz na bateria, Pomba no baixo, e uma vocalista chamada Rebeca Domiciano, que grita com a convicção de quem pretende morrer ao curvar-se perante o preconceito e os dogmas da sociedade brasileira.

Música contra-corrente. Elas são enérgicas, vocal pungente, são feministas e gritam isso ao mundo da melhor maneira possível. Música que qualquer um pode tocar pra dizer tudo o que tem pra dizer, a genética do punk no feminino.

 

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Savanna: “Lord of This World” (Black Sabbath Cover)

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“Dreams To Be Awake” é o nome do longa dos Savanna que tem como Setembro o mês para ver a luz do dia. Enquanto isso não acontece, podemos ficar bem felizes com este presente de veraneio.

Os Savanna fizeram um cover de “Lord of This World” dos Black Sabbath, para estremecer as estruturas de qualquer lugar da casa. A exemplo disso mesmo, eles tocaram o tema na cozinha, fizeram um vídeo e partilharam no YouTube:

Podem também fazer download do tema, e ouvir quantas vezes quiserem, no cómodo que vos der mais jeito.

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Mick Harvey em Portugal

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“Intoxicated Man” é um espetáculo muito especial, que se segue à re-edição, em 2014, pela MUTE Records, dos discos “Intoxicated Man” e “Pink Elephants”, num disco duplo que reúne as melhores interpretações em Inglês do mestre da chanson française, Serge Gainsbourg, interpretado pelo ex-Bad Seed Mick Harvey.

Os dois discos, editados pela primeira vez em 1995 e 1997, respetivamente, foram objeto das melhores críticas pela Europa e América, permitindo, especialmente na América do Norte, uma maior e mais profunda apreciação do trabalho de Serge Gainsbourg junto de um novo público

Nessa altura, Harvey recusou vários convites para tocar o material ao vivo, pensando que seria só um “tributo” desnecessário, deixando os discos falar por si.

Em 2014, contudo, para celebrar a reedição, Mick Harvey finalmente decidiu tocar estas interpretações de Gainsbourg ao vivo, com uma banda de 5 elementos, violinistas locais em cada espetáculo, e vocalistas convidadas para os vários duetos. No caso dos espetáculos de Faro e Ílhavo, Mick Harvey será acompanhado por quatro violinistas da Associação de Música de Lagos.

Com a passagem de 20 anos desde as suas gravações originais, Harvey está finalmente pronto a rodar ao vivo as canções de Serge Gainsbourg e tem passado por várias salas esgotadas, nomeadamente em Barcelona no Primavera Sound 2014.

Este é o contexto dos dois espetáculos únicos que traz a Portugal e que acontecem em Faro no dia 21 de julho e em Ílhavo no dia seguinte, 22 de julho.

Uma rara oportunidade de ver Mick Harvey ao vivo num registo quase nunca apresentado e que não voltará a repetir-se após este verão.

Mais informações:
21 JULHO – TEATRO DAS FIGURAS, Faro | 21:30 – 13,00€
22 JULHO – CENTRO CULTURAL, Ílhavo | 22:00 – 13,00€

Ficha técnica do espetáculo:
Mick Harvey – voz, guitarras
JP Shilo – guitarra, teclados
Yoyo Röhm – baixo
James Cruickshank – piano & orgão
Jean-Marc Butty – bateria e percussão
Xanthe Waite – voz

Equations – Frozen Caravels

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O Norte de Portugal proporciona todos os anos, uma boa safra de boas bandas, que acabam por culminar num festival chamado Milhões de Festa, que serve, não só como mostra dessas safras, como também de montra das “next big things”, muitas delas completamente desconhecidas, mas garantidamente inovadoras.

Saídos de um hype tremendo, depois de um concertão na edição de 2011 do Milhões de Festa, os Equations, na altura, foram adiando o lançamento de um longa, e atiçando a curiosidade dos que estiveram no concerto, que obviamente queriam mais da banda.

Em 2012, depois de se juntarem à editora do Porto Lovers and Lollypops“, os Equations colocaram na rua “Frozen Caravels“.

Este álbum é tão entusiasmante como a estreia ao vivo da banda em Barcelos! Comecemos com as descargas electrizantes de guitarra e bateria, desde o primeiro play até onde se decidir parar. A produção ficou a cargo de Makoto Yagyu (Presente em projectos como PAUS ou Riding Pânico), e dos próprios. O vocalista grita de uma forma estridentemente hardcore. Toda esta máquina funciona.

Com “Frozen Caravels“, os Equations provaram que conseguiram transportar para o físico o quão bons foram ao vivo (já pra não dizer que provar que se é melhor ao vivo é algo louvável).

Seria injusto não colocar este álbum como um dos melhores do ano.

 


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DJ Nigga Fox: “Um Ano”

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A nova música made-in-Portugal tem despertado cada vez mais a atenção internacional, a ponto de muitos considerarem Lisboa como o futuro. E isso pode-se explicar pelo caldeirão cultural que habita na cidade, especialmente gente de antigas colónias africanas como Angola ou São Tomé e Príncipe. Estes povos trouxeram as suas próprias culturas sonoras, desde ritmos de Kuduro, Tarracha, Tarrachinha, Kizomba, que se fundem e colidem umas com as outras neste caldeirão urbano. Os inúmeros estilhaços são autênticas peças sonoras originais, às quais a Príncipe Discos se tem encarregado de ir recolhendo e mostrando para o mundo. Quanto mais se pesquisa sobre, mais se tem vontade de ouvir.

Um desses exemplos é Nigga Fox, com o seu novo EP “O Meu Estilo“, reforçando este poder criativo junto à Principe. “Um Ano” é uma floresta musical carregada de dança e sentimentos que são expressados através e apenas ritmos frenéticos, fundidos numa produção amadoramente entusiasmante.

 

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BLINK: “Sangrar Sem Chino” [Feat. A.M.O.R.]

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“Sangrar sem Chino” é um novo single de BLINK, vinda directamente de Loures, na companhia das A.M.O.R.

Lisboa é um caldeirão electrónico rico em fusões multiculturais que acabam por se refletir na música. Neste single, a electrónica dos anos 80 anda de mãos dadas com o Rap, produzido por Photonz. O colectivo lisboeta das A.M.O.R. ajuda a fazer ecoar os versos egocêntricos da BLINK, representando muito bem a nova escola.

O rap português se re-inventa todos os dias.

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MMMOOONNNOOO x Ghost Wavvves: “Stand Alone Complex”

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O cenário digital tem cada vez mais vindo a se afirmar como um solo fértil.

Os produtores MMMOOONNNOOO (Daniel Neves) e Ghost Wavvves decidiram juntar-se, numa conversa informal pelo chat do Facebook. E dessa conversa, aonde todo um universo nerd fez parte, nasceu a ideia de uma parceria entre os dois.

O objectivo era ligar os seus universos sonoros e referências culturais, atirando em direcção ao imaginário futurista japonês.

Toda esta colaboração aconteceu na Internet, entre partilhas de beats e samples nasceu “Stand Alone Complex”.

A ideia de um render de um robô em 3D lhes pareceu a melhor escolha. A edição ficou a cargo do próprio Daniel Neves, e promete te despertar o ataque de epilepsia mais electrónico de sempre.

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Capitão Fausto – Gazela

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O facto dos Capitão Fausto gostarem muito de gazelas originou a que o seu álbum de estreia se chamasse “Gazela“. O facto de os Capitão Fausto terem óptimas referências do psicadelismo dos anos 60, veio a fazer com que este álbum, “Gazela“, que por sua vez é o seu álbum de estreia, se transformasse numa das novidades mais interessantes na música portuguesa daquele ano.

Cheio de músicas pop-rock “ligeirinhas”, de capa a fazer juz ao seu conteúdo sonoro: uma gazela aberta, multicolorida e faiscante por dentro, e ao mesmo tempo obscurecida pela própria silhueta negra e misteriosa. Não vou me entregar à divagação psicadélica pra falar deste disco, vou tentar ser bastante objectivo:

Os Capitão Fausto sabem a que vêm. Fazem aquilo que gostam, e fazem-no bem feito. Gazela é a prova disso.

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