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Holofote: Throes + The Shine

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Acordava eu de uma noite forte. Estava a chover e frio, e precisava de ir ao supermercado. Eis que a solução me aparece numa embalagem de folha A4 colorida envolta em elásticos coloridos. Era o novo cd dos Throes + The Shine que, como todo bom whisky, estava a guardar para ouvir numa ocasião especial, e achei que era a hora perfeita. Lá foi:

Assim que coloco o CD, o meu PC começa a disparar raios lazer multicoloridos pela sala em formato sonoro. Imediatamente fui possuído pelo espírito, e fui teletransportado para um lugar quente-abafado aonde se dançava um mambo diferente. Entre terrenos e mambos, acabo por chegar a uma terra chamada “Dombolo”.

Era como uma mistura de especiaria sonora angolana com guitarra e terra batida, argilosa, que os povos do hemisfério de cá não estavam acostumados. Tudo isto fazia parte do tour pela selva dançante, que me fazia saltar no sofá de uma maneira demoníaca a cada música. Confesso que já tinha provado do remédio, saltei de uma maneira louca, e já sabia que me sabia e fazia bem. E sabia também que não o podia usar muitas vezes. É como se fosse um animal raro que se aparecesse no jogo mais do que duas vezes, perdia a graça. Mas à medida que avançava, ia descobrindo lados da floresta que ainda não tinha andado. Desde “Tuyeto Mukina” até “”Tufuete”, percorri o lado B da floresta angolana roqueira, que assim como a primeira, está cheia de ritmos ensolarados e trovejantes, infestados de tons quentes e sinceros.
Em suma, é remédio do bom. Oiçam quando tiverem de ir ao supermercado e não tiverem forças. Façam mais deste remédio.

Throes + The Shine (Mambos de Outros Tipos – 2014) (Via Bandcamp)

Este é apenas o álbum mais recente dos Throes + The Shine. Eles estrearam-se em 2012 com “Rockuduro”, um album com o nome do estilo próprio que também fundaram. A partir da amizade dos Throes, uma banda de Rock, e dos The Shine, de Kuduro, nasceu algo que o mundo nunca tinha provado:

Throes + The Shine (Rockuduro – 2012) (Via Bandcamp)

E se ainda assim não ficaram convencidos, fiquem com a videografia dos Throes + The Shine:


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Holofote: Sequin

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As suas músicas levam-nos a uma espécie de orientalidade electro pop, embalada pela sua voz doce e envolvente, pelos ritmos quentes e pelas ambiências antagónicas que vai criando, num misto de festa e nostálgia.
Em Outubro de 2014, Sequin oficializou a sua ligação à Lovers & Lollypops, que lhe permitiu alargar a visibilidade do projecto e passar por vários palcos nacional e internacionalmente como o Milhões de Festa, Vodafone Mexefest, e Futuroscope em Itália.

“Penelope” é o primeiro álbum desta artista natural de Évora tem várias influências e sonoridades electrónicas, tendo sido produzido pelo Viseense Moullinex. Das 10 canções que compõem o trabalho destacam-se o single Beijing, Naive e Origami Boy.

Sequin – Penelope (via BandCamp)

 

Para além disso, a cantora lançou mais recentemente o single “Douglas”, disponível no seu BandCamp:

Sequin – Douglas (via Bandcamp)

 

Fiquem também com os videoclipes dos singles “Heart to Feed”, e “Naive”.


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Holofote: Silicon

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No meio a tantos lançamentos melodramáticos este Verão, aparecem-nos algumas novidades refrescantes pela nossa timeline, como foi o caso de Silicon. “Personal Computer” é uma aventura refrescante de eletro-funk. Um trabalho cheio de groove bem vivo, e que aponta numa direcção disco, numa adoração pelo universo eletrónico e dos computadores. O produtor, Kody Nielson (irmão de Ruban Nielson, membro dos Unknown Mortal Orchestra), seguiu os seus passos numa estreia musical abastecida de funk-psicadélico, mas com uma proposta e uma filosofia muito própria.
“Personal Computer” é um trabalho que assume a música como um instrumento computadorizado, tanto a nível da produção como a nível da acessibilidade, assumindo-se a aceitando-se como um futuro. É este o ponto de vista de Nielson, provado exatamente pela forma como estamos todos a tomar conhecimento deste trabalho, pela tela de computadores e smartphones, blogs, dispositivos digitais… E neste ambiente frio que é o dos computadores, encontramos a energia do soul e do funk. Uma forma de observar o futuro da música, e da forma como a consumimos e a descobrimos, para o melhor e para o pior.

SILICON – God Emoji (via Soundcloud)

Como por exemplo, em “God Emoji”, em que a frase “Don’t want to go out on a Saturday night” (Não quero sair num num sábado à noite), traduz um mantra que os millenials proferem, ao encontrar entretenimento digital à distância de um clique, em que relacionamentos acontecem através de ecrãs de computador e todo um universo digital que se traduz numa nova forma de amor contemporâneo.

SILICON – Cellphone (via Soundcloud)

“Cellphone” é uma música em que conversas telefónicas são derramadas sobre batidas quentes. Desafia-se o uso e a importância que damos aos telemóveis, objectos frios e inanimados mas que tomaram o lugar como veículos para se ter conversas delicadas, que normalmente apenas teríamos cara a cara, e em privado.

 

 

Holofote: Dilly Dally

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Dona de uma voz rouca em cima do que se consideram soft grunge, Katie Monks e os seus Dilly Dally me chamaram a atenção por causa desse single (que também é o seu mais recente).

Dilly Dally – Desire (via Bandcamp)

Depois da atenção chamada, decidi saber um pouco mais sobre a banda, pra vos trazer aqui tudo mastigadinho: Dilly Dally é uma banda de Toronto no Canadá, formada por Katie Monks (Vocal/Guitarra), Liz Ball (Guitarra), Jimmy Tony (Baixo), e Benjamin Reinhartz (Bateria).

O Bandcamp tem pouquinha música, mas já dá pra ficar com um gostinho do que eles são. O primeiro trabalho deles se chama “Alexander“, e saiu em 2014:

Dilly Dally – Alexander (via Bandcamp)

É meio que um My Bloody Valentine meets Suede. No mesmo ano lançaram essa aqui:

Dilly Dally – Candy Mountain

A gente também pode ouvir no Bandcamp “Gender Role“, uma faixa lançada neste ano de 2015

Dilly Dally – Gender Role (via Bandcamp)

E tem também o videoclipe do single “Candy Mountain