Ouvir e ver “Melbourne” refletem a mesma palete de sensações que um passeio de bicicleta num dia de verão mediterrânico. São 3 minutos e 27 segundos que se esvanecem com a mesma velocidade de um final de tarde bem passado, mesmo que filmado em slow-motion. Aliás, atrevo-me a escrever que o slow-motion seja algum tipo de tentativa de prolongar por mais algum tempo esse momento em que tudo se alinha. A brisa que nos bate na cara é quente, não tórrida, apenas agradável o suficiente para acabar rápido. Poderia ser um passeio de carro em Slow-motion, desde que fosse à beira-mar, de vidros abertos, e em slow-motion.
Como o que o importante mesmo é o sol, o mar e a temperatura certa, nem mais nem menos. O vídeo que acompanha o single é um teletransporte para fora da urbe, onde os sentimentos são os de liberdade. Uma música tão especial como outra qualquer que nos evoque este tipo de sentimento. Sentimos essa brisa em apenas alguns minutos de música indie-pop, e filmagens em slow-motion. How cool is that?

Ditch Days: “Melbourne” (via YouTube)

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