Abril” é o terceiro album d’O Bisonte, mas também é o álbum de despedida da banda. A seguir o mote de se acabar quando se está no auge, O Bisonte recolheu-se como uma banda de culto, no auge de um underground muito ou nada frequentado pelas massas.

E como não podia deixar de ser, “Abril” segue a linha de rock forte e imponente dos últimos lançamentos. Com uma carga emotiva mais evidente, talvez por uma produção mais cuidada, talvez por desta vez não ser possível manter os takes directos, como no último álbum, e como era o objectivo da banda, por estarem maiores ou talvez por já termos tido a experiência do choque directo com a realidade que os últimos trabalhos nos proporcionaram. A verdade é que o álbum continua a “sacudir” com as convicções apáticas da sociedade, em críticas à forma como a observamos e vivemos.

Coloca o dedo directo nas feridas sociais como a abstenção, o desinteresse das massas por causas importantes à nação, a submáfia da política, o submundo da TV… Todo um conjunto de causas que continuam iguais, e causam irritação pela inércia. E quanto mais a banda cresceu, maior foi essa irritação.

O Bisonte recolheu-se do rock, mas deixou uma obra para reflectir.

 

 

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